A lutadora de MMA Maria Ribeiro, conhecida como "Mulher Maravilha" estava conversando com suas amigas na cidade de Sinop (MT) quando um homem passou pelo grupo com o pênis para fora e se masturbando. Indignada, a atleta começou a xinga-lo e partiu para cima, dando tapas e socos no assediador.

"Ele passou se masturbando. Comecei a xingar de safado, de vagabundo. Entrei no carro e começamos a perseguição até o final do bairro. Desci do carro, ele partiu de bicicleta e fui atrás, correndo, descalça e o encontrei do outro lado. Eu dei dois tapas na cara dele. Fui de soco, de tudo. Dei um cruzado no queixo, e ele caiu. Fui para cima dele. Não tinha como... ele queria me chamar de doida na frente de todo mundo, disse que era trabalhador, mostrou as mãos calejadas", lembrou ela ao site Combate. O episódio aconteceu no último domingo (26).


Reprodução / Divugação


"Eu estava transtornada, foi uma coisa que não imaginava nunca passar na vida. Quando ele caiu no chão, pensei: "Vou quebrar o braço desse vagabundo". Aí as pessoas começaram a me segurar, falaram que eu perderia a razão e não deixaram. Ele ficou com a boca sangrando. Estou arrependida, pois não bati o tanto que poderia ter batido", concluiu ela. 

A Polícia Militar prendeu o homem. Entretanto, na segunda-feira, Maria Ribeiro foi até a Delegacia da Mulher para se inteirar dos próximos passos da investigação, mas ficou indignada ao saber que o assediador já está livre - embora possa ser enquadrado no crime de importunação sexual, previsto no Artigo 215-A do Código Penal.

"Fui segunda-feira cedo na delegacia para ver se eu poderia fazer mais alguma coisa para mantê-lo por lá, se precisavam de testemunha... Ele já foi solto. Isso me revolta. Se eu soubesse que ia ser solto, teria espancado para ele não conseguir nem andar. Dá nojo, pavor desse tipo de gente, porque é assim que começa. É o primeiro estágio do estupro. Espero que tenha aprendido uma lição, que pegue medo de fazer um "trem" desses", afirmou.

"Foi uma coisa muito séria. Eu estava com uma roupa delicada, blusa fluorescente. Ele nunca imaginaria na vida que a gente ia pegá-lo. Toda vez que olhar para uma mulher, agora, vai pensar duas vezes em aliciar, em se masturbar. É triste ele estar solto. Enquanto não estuprar e matar, não acontece nada", lamentou.

Do CORREIO.

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