Os profissionais de saúde da cidade de Jequié, no sudoeste baiano, denunciaram a prefeitura ao Ministério Público do Estado (MP-BA), por causa de atraso no salário e falta de equipamentos de proteção na rede municipal.

Crédito da Foto: Jequié Repórter
De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jequié (Sinserv), cerca de 1,4 mil profissionais de saúde protocolaram uma ação contra o prefeito Sérgio Suzarte. Eles disseram que os salários estão atrasado há 16 dias.

Na denúncia, ainda consta que o Sinserv procurou a prefeitura para entrar em acordo sobre as condições de saúde durante a pandemia do coronavírus, mas que não obteve sucesso.

Por meio de nota, a prefeitura informou que os atrasos nos salários ocorrem por causa da queda de recursos, e que o município perdeu receita, além de ter queda na quantidade de repasse de recursos. Disse ainda que está tentando resolver a situação, mas que o repasse do governo federal não cobre as despesas, como pagamento dos servidores, e que eles precisam complementar os salários na folha de pagamento da prefeitura.

Já sobre os EPIs, a prefeitura nega a denúncia e disse que os funcionários da saúde recebem tanto as máscaras quanto as Face Shields (protetor facial que cobre toda a faze e é transparente). 

O Ministério Público Estadual em Jequié informou que está acompanhando o caso e já convocou o prefeito de Jequié para prestar esclarecimentos a respeito da denúncia. Não há informação sobre se se o prefeito já compareceu ao MP-BA no município.

Até o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), na noite de quinta-feira (14), Jequié tinha mais de 140 casos de pessoas com Covid-19. O município já registrou duas mortes e para reduzir a disseminação do coronavírus, estabeleceu toque de recolher.


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